Atualizada às 22h05
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| Malu Magalhães é uma das cantoras que se beneficia com a Internet |
| TATU/Agência De Música/Divulgação |
Elis Martini
Especial para o Terra
Hoje, a Internet é a principal maneira de se conhecer bandas e artistas novos. Diversos sites do Brasil e do exterior oferecem serviços de rádio, compartilhamento de músicas e download, tudo de graça e de maneira legal, sem infringir os direitos autorais dos cantores e músicos. Confira agora as principais formas de se escutar e baixar canções via web.
Streaming
O formato streaming permite que o internauta escute a música via Internet, sem baixá-la para o seu computador. Um dos principais sites que oferece esse serviço é o MySpace (www.myspace.com), onde cada banda possui um perfil no qual disponibiliza para audição quantas canções quiser. "O formato streaming só oferece vantagens, tanto para o artista mainstream quanto para o independente. Ferramentas como o Myspace e outros semelhantes funcionam como mais uma forma de divulgação, assim como era a fita ou CD demo, só que sem custos, além de serem muito mais dinâmicas", explica o produtor musical Rafael Rossatto.
Diversas bandas e artistas conhecidos atualmente devem sua fama ao fato de haverem disponibilizado suas músicas na Internet por meio desse formato. "Hoje, podemos enumerar vários casos de bandas que se aproveitaram da divulgação no MySpace, como Lily Allen, Artic Monkeys, Amy Winehouse e Mallu Magalhães", afirma o coordenador de marketing do site, Tiago Carandina.
Download
Outra maneira de divulgação que inúmeras bandas e artistas utilizam é disponibilizar faixas de seus últimos trabalhos para download gratuito. Foi o que o grupo britânico Primal Scream fez ao lançar recentemente seu disco, 'Beautiful Future'. No site oficial da banda (www.primalscream.net) é possível baixar gratuitamente a faixa 'Urban Guerilla'. Os brasileiros da Cansei de Ser Sexy também ofereceram o download gratuito da faixa 'Rat is Dead', do novo álbum da banda, 'Donkey', através do site oficial do grupo (www.csshurts.com).
Embora o download gratuito de músicas tenha a ótima vantagem da divulgação da banda, ele, a princípio, não gera nenhum lucro para os artistas. "Deve-se pensar muito antes de disponibilizar uma faixa gratuitamente, porque para colocar uma música na Internet, o artista teve custos. Mesmo que tenha gravado em seu home studio, ele teve sua hora de trabalho, e seu trabalho tem valor, tem o custo de conexão, o custo do computador, entre vários outros", afirma Rossatto.
Para solucionar esse problema, muitas bandas buscam parcerias com empresas privadas para disponibilizarem suas músicas. "No ano passado, o Pennywise disponibilizou seu álbum para download no MySpace, e, para fazê-lo, você precisaria adcionar a marca X como amigo, e a banda era remunerada por cada download", explica Tiago.
Nesse aspecto, uma ação pioneira no Brasil é a do site Trama Virtual (www.tramavirtual.com.br). Por meio da prática do download remunerado, as bandas oferecem suas músicas gratuitamente e recebem uma quantia das empresas parceiras a cada download realizado. Nesse esquema é possível até baixar álbuns inteiros de artistas como Tom Zé, Macaco Bong e Cansei de Ser Sexy.
Rádios
As rádios virtuais também são uma excelente forma de escutar seus artistas favoritos e conhecer bandas novas. Uma das mais famosas é a Last.fm (www.last.fm), que compila as bandas e cantores que o usuário gosta de escutar e dá "sugestões" de músicas que podem ser do seu agrado. Além disso, diversas rádios de AM e FM disponibilizam sua programação via Internet. Outra opção são os sites como Rádio Terra(http://sonora.terra.com.br/templates/radioTerra.aspx), que possuem uma vasta programação dividida por gêneros musicais.
Apesar de a comercialização de músicas por meio de CD's ainda ser bem comum, a tendência é que cada vez mais bandas e artistas disponibilizem suas obras na web. "Finalmente as pessoas do ramo musical estão precisando pensar diferente, vendo que não adianta gravar um CD, colocar a música de trabalho nas rádios e esperar que ele saia vendendo nas lojas; é preciso pensar em novos formatos", conclui Rafael Rossatto. E nessa era de transformações quem sai ganhando é o público, que cada vez tem mais opções musicais de maneira legal e gratuita.
Redação Terra