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| Estudantes fazem intercâmbio na América Latina |
| Intercâmbio Global/Divulgação |
Quem está pensando em realizar um intercâmbio para aprimorar um idioma no fim do ano não pode deixar de considerar a crise econômica mundial e fazer um planejamento realista dos gastos com uma margem para possíveis 'imprevistos'. Uma boa alternativa para gastar menos sem perder tempo é fazer um curso de espanhol em uma instituição de qualidade em um dos nossos países vizinhos.
Além do custo de vida e dos cursos de idiomas serem bem mais vantajosos que em países da América do Norte ou Europa, por exemplo, outro importante ponto a ser levado em consideração é que o espanhol é cada vez mais requisitado pelo mercado de trabalho brasileiro.
Países como Argentina, Chile, Costa Rica e Peru oferecem cursos em instituições reconhecidas mundialmente a preços mais baixos que os praticados em alguns dos destinos mais procurados para a realização de intercâmbios como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália, França e Espanha.
Foi pensando nisso que o estudante de Economia Victor Rezende fez a sua escolha. Em 2007 ele decidiu ir para Argentina fazer um curso de espanhol na Babylon Idiomas.
"Como sou fluente no inglês, senti a necessidade de ter mais um idioma no currículo. Na época, pensei em francês ou italiano, mas percebi que o espanhol traria mais benefícios. Então pesquisei destinos e decidi ir para Buenos Aires fazer um curso de imersão no idioma e conhecer a cidade".
O jovem conta que a optou pela América Latina quando viu que o pacote era mais econômico e que a instituição tinha a mesma qualidade e reconhecimento internacional que escolas na Espanha.
O Curso completo na Babylon Idiomas, com duração de um mês, saiu por US$ 855 (R$ 1,8 mil) e o custo de vida neste país é mais baixo que no Brasil. Cursos com a mesma duração na Espanha estão, em média, 831 Euros (R$ 2,3 mil) e os gastos com moradia, alimentação e transporte e passagem aérea acabam por encarecer ainda mais o intercâmbio.
Outra que optou pela realização de um intercâmbio para estudar espanhol foi a estudante de Relações Internacionais, Roberta Mendrano. Na opinião de Roberta o espanhol é uma das línguas mais importantes para as negociações e relações políticas e econômicas.
"A língua espanhola tem se firmado como um idioma imprescindível para o mercado de trabalho. Na minha profissão, pretendo estabelecer contato direto com o Mercosul e, quem sabe, a União Européia que são mercados que apresentam um grande potencial para o futuro", explica a estudante.
Roberta vai aproveitar as férias da faculdade para fazer um curso na escola Don Quijote, em Coronado, na Costa Rica. A estudante considera o idioma fácil de entender e espera não encontrar dificuldades no aprendizado.
Idioma espanhol é cada vez mais requisitado
O Espanhol, depois do inglês, torna-se cada vez mais essencial para quem quer ganhar competitividade no mercado de trabalho. E a crescente relação comercial que se estabelece entre o Brasil e outros países do Mercosul reforça essa tendência.
Esse foi um dos motivos que levou o presidente Luís Inácio Lula da Silva a sancionar, em 2005, a lei que prevê o ensino do espanhol em todas as instituições de ensino médio. Até 2011, todas as escolas deverão adaptar-se à lei.
Em 2002, de acordo com o Ministério da Educação, o espanhol era ensinado em apenas 840 escolas. Já em 2005, esse número aumentou para 6.217 instituições (37,4%).
Daniel Rocha, supervisor de operações de cursos da empresa especializada em intercâmbios, Intercâmbio Global, afirma que a procura por cursos de espanhol no exterior têm crescido muito na última década. "Com a consolidação do Mercosul e as diversas parcerias estratégicas que o Governo e o setor produtivo no Brasil estabelecem com os países vizinhos é importante que os brasileiros estejam familiarizados com esse idioma", diz Daniel.
Especial para Terra